Queridos amigos, estou compartilhando um documentário que nos mostra a eficiência e os encantamentos do Ayurveda!
Para quem preferir em Espanhol pode encontrar no You Tube http://www.youtube.com/watch?v=bdv-rGCbHzY ( tem 10 vídeos)
Muito conhecimento à todos!
Cris
Aqui você encotrará dicas diárias, sobre alimentação natural, alimentação ayurveda, culinária e gastronomia, yoga, mantras, florais aromaterapia, ervas, especiarias, terapias alternativas, energia, qualidade de vida e bem estar. Bem vindos!
segunda-feira, 25 de julho de 2011
domingo, 17 de julho de 2011
Prānāyāma (प्राणायाम) e a água | A usina hidroelétrica do corpo
Os Rishis, grandes sábios receptores do conhecimento através da intuição, perceberam que a consciência era energia manifestada dentro dos cinco princípios ou elementos básicos. Éter (espaço), Ar, Fogo, Água e Terra. Esse conceito dos cinco elementos repousa no coração da ciência Ayurvédica. Os rishis perceberam que no início do universo, esses elementos existiam em um estado de consciência não-manifestado. Desse estado de consciência unificada, as vibrações sutis do som silencioso cósmico AUM manifestaram-se. A partir dessa vibração, primeiramente apareceu o elemento Éter. Esse elemento etéreo começou então a movimentar-se; seus movimentos sutis criaram o Ar, que é o Éter em atividade. O movimento do Ar produziu a fricção e através dessa fricção o calor foi gerado. Partículas de calor/energia coordenaram-se para formar uma luz intensa e dessa luz manifestou-se o elemento Fogo. Assim, o Éter manifestou-se no Ar e foi mesmo Éter que, posteriormente, expressou-se em Fogo. Através do calor do Fogo, certos elementos etéreos dissolveram-se e liquidificaram-se, manifestando o elemento Água, solidificando-se depois para formar as moléculas da Terra. Dessa forma, o Éter revelou-se dentro dos quatro elementos – Ar, Fogo, Água e Terra.
A Água é o quarto elemento do corpo. Manifesta-se nas secreções dos sucos digestivos e glândulas salivares , membranas mucosas, no plasma e no citoplasma. A Água é absolutamente vital para o funcionamento dos tecidos, dos órgãos e dos vários sistemas do corpo, principalmente as funções eletroquímicas e as percepções dos sabores na língua. Apesar de aparecer somente nos doshas Pitta e Kpha, ela se movimenta devido a influência do Vata, isto é bem abordado nos Sutras.
No Sutra II:49
O elixir da vida é produzido pelos cinco elementos primários, que são seus materiais mais crus, a Terra é a base para produção o éter age como distribuidor de energia, o ar é ativado no processo da respiração (inspiração e expiração). Isto cria uma fusão dos elementos Água e fogo, que são por natureza opostos um por outro que resulta na produção da energia elétrica, conhecida como a força da vida, em sânscrito é chamado Ojas.
A geração e a distribuição do prâna no sistema humano podem ser comparadas ao da produção e funcionamentos da energia elétrica, a Água retida no corpo é Água parada e a Água que corre, tem uma força dinâmica que distribui vida ou a gera, a Água correndo com uma pouca força não pode gerar eletricidade, através da construção de um reservatório a Água cai nas turbinas com muita força e velocidade e produz a energia, esta energia das Águas caindo é feita para rodar as turbinas dentro do campo magnético para gerar eletricidade e a força pode ser reduzida ou aumentada pelos transformadores que regulam a voltagem da corrente, daí é transmitido para cabo de luz para acender a cidades e as máquinas funcionarem, Prana é como essas Águas que caem e geram forças.
O Fluxo inadequado não produzirá eletricidade, assim também é nosso organismo, a respiração normal não produz eletricidade, por isso estamos sofrendo estresses e dores causados pela má circulação que compromete saúde e felicidade. A Corrente não é suficiente. Na pratica do pranayama estendemos a respiração e assim a Água e o fogo fazem o papel de união, e este contato libera uma nova energia chamada pelos iogues de energia divida, ou energia do prana.
O Prānāyāma visto pelo elemento Água é o elo de ligação entre o organismo e o sistema fisiológico do homem e da sua dimensão espiritual.
Para quem nunca fez Prānāyāma e se interessa, procure ajuda de um profissional de yoga, meditação ou ayurveda, para que possa praticar corretamente.
Boa prática a todos!
Cris
Prānāyāma é o quarto ramo do Raja Yoga exposto no Yoga Sutras de Patañjali. Prana é a fonte de energia, forma sistemática Patañjali precede do revestimento externo do ser humano e procede até o mais tênue das sua camadas. Respiração e mente são interdependentes e interpenetrantes
sexta-feira, 15 de julho de 2011
Yoga, Ayurveda e Tantra!
Pamela Siegel; Nelson Filice Barros
Grupo de Metodologia Qualitativa e Sociologia das Medicinas Alternativa, Complementar e Integrativa, DMPS/FCM/UNICAMP
Fields GP. Religious Therapeutics, Body and Health in yoga, ayurveda, and tantra [Terapêutica religiosa, o corpo e a saúde em yoga, ayurveda e tantra]. Delhi: Motilal Banarsidass Publishers; 2002, 219 p.
"Respirar es vivir
", o refrão soava como um agradável mantra aos nossos ouvidos, no início dos anos 70, quando praticávamos hatha–yoga e o controle do alento (pranayama) num retiro espiritual, em um ashram,na Venezuela, sob o atento olhar de um mestre yogui.
O "sopro inicial" do yoga no Ocidente ocorreu em 1893, com a chegada de Swami Vivekananda aos Estados Unidos, quando ele proclamou os méritos do yoga no parlamento do mundo das religiões, em Chicago, Illinois. A partir daí, começa a existir um fluxo de mão dupla de swamis que chegam da Índia, trazendo suas técnicas e ensinamentos, como o Paramhansa Yogananda, que desembarca em Boston, nos anos 20, e a "primeira dama do yoga" das Américas, Indra Devi, que se instala na Califórnia, em 1947. No sentido inverso, os ocidentais iniciam uma peregrinação ao Oriente em busca dos conhecimentos e ensinamentos espirituais, como foi o caso Paul Brunton e René Guenon nos anos 1930, Ram Das nos anos de 1960 e muitos outros que os seguiram depois.
No final do século XIX e início do século XX, surgem muitas traduções de obras sobre a Índia e o yoga, e proliferam autores como Max Mueller, Deussen e Danielou, que deixaram referências para a transliteração do sânscrito e criaram cadeiras de sânscrito no Ocidente. Em 1933, Mircea Eliade apresenta a primeira tese acadêmica sobre yoga no Ocidente, na Universidade de Bucareste; em 1943, Theos Bernard defende tese sobre o mesmo tema na Universidade de Columbia, Estados Unidos. No Brasil, Caio Miranda, oficial militar, começa a ensinar yoga nos anos 1940, no Rio de Janeiro, e publica o primeiro livro sobre o assunto, Libertação pelo yoga, em 1960. Finalmente, o yoga atinge a "maioridade", sendo reconhecido por várias instituições de diferentes campos do conhecimento, entre elas o Ministério da Saúde Brasileiro que o identifica, em 2003, como uma Prática Complementar de Saúde (PCS).
Entre o material recente sobre yoga, destaca–se o livro Religious Therapeutics, Body and Health in yoga, ayurveda, and tantra, de Gregory Fields, professor de filosofia da Southern Illinois University. O autor aprofunda na discussão não só do yoga, mas também das medicinas alternativas complementares e integrativas, com texto agradável de ler. O livro é composto de uma introdução, que destrincha a relação entre religião e medicina, e quatro capítulos, que vão alinhavando de forma impecável as representações do corpo nas diferentes tradições de cura, os significados da saúde em ayurveda, o yoga clássico como uma terapêutica religiosa e, finalmente, o tantra em relação ao que chama de terapêutica estética.
No primeiro capítulo, as noções de corpo e pessoa são colocadas no centro dos debates, para que se compreenda como a "filosofia ocidental da medicina" e a "visão transcendental" o representam. Embora a pesquisa histórica da medicina seja profunda, abarcando desde a teoria humoral de Hipócrates até a psiconeuroimunologia, o autor negligencia os aspectos dos estressores psicosociais1, deixando de discutir as influências sociais, ou as privações e privilégios2, nas características físico–anatômicas dos corpos, que influenciam o processo de saúde e doença.
No segundo capítulo, o autor realiza um estudo dos determinantes de saúde para a medicina ayurvédica. Discute a perspectiva biológica, ecológica, médica, psicológica, sociocultural, estética, metafísica e religiosa da medicina indiana, para concluir que o seu fim é o de dar suporte ao indivíduo, para que este avance nas práticas sagradas. Embora o livro fundamente muito bem o valor do yoga clássico, do tantra e da medicina ayurvédica (ayur = vida e veda = sabedoria), que remonta ao segundo milênio antes da nossa era e utiliza a teoria dos humores do Tridosha ("Vatta, Pitta e Kapha") como cosmologia para fundamentar a doutrina médica, a fisiologia e a morfologia3, teria sido interessante incluir a perspectiva de usuários da medicina ayurvédica, oferecendo, assim, dados concretos sobre aquilo que chama de práxis da terapêutica religiosa.
No terceiro capítulo, diferente dos dois primeiros em que apresentou as suas referências filosóficas, Fields vai desenvolver uma matriz conceitual do yoga clássico como uma terapêutica religiosa. Para isto, disseca os aforismos dos Yoga–Sutras de Patânjali, demonstrando ser o yoga um 'remédio" de oito passos, os angas, quais sejam: abstinências, regras de vida, posturas, controle do alento, controle das sensações, concentração, meditação e identificação. A prática desses passos levará ao controle dos sintomas e à cura primordial, que seria a eliminação de avidya ou a ignorância sobre a verdadeira natureza do ser.
No entanto, alguns dos mais consagrados textos sobre yoga, tais como o Hathayogapradipika, Gheranda Samhita e Shiva–Samhita, enfatizam a necessidade da figura do guru, ou seja, do "dissipador de trevas", para que o discípulo atinja os estágios mais avançados do yoga, diminuindo os riscos físicos e psíquicos. O yoga clássico constitui–se, portanto, numa tradição iniciática4, passada de lábio a ouvido, de mestre a discípulo, o que o autor tangencia completamente.
No quarto e último capítulo, a relação entre o "Tantra Yoga" e a terapêutica estética é abordada. Fields estuda o tantrismo mostrando que o seu princípio central é o kriya, a atividade espontânea, e que a corporeidade e a sacralidade são compatíveis no Tantra. Além disso, identifica como essas práticas acrescentam ao modelo de terapêutica religiosa a cura do corpo–mente e alma, pela experiência sensorial e arte religiosa, como a música e a dança. Após analisar o papel da sexualidade nas tradições da Kundalini Yoga e Mantra Yoga, que conjugam elementos tântricos, o autor sinaliza o valor terapêutico da música sagrada, explicando que a pronúncia de cânticos e invocações em sânscrito tem o poder de elevar o ser.
De certa forma, pode–se dizer que o autor apropria–se das bases da medicina ayurvédica, do yoga clássico e do Tantra Yoga para criar o que denomina terapêutica religiosa. Pode–se encontrar um paralelo na obra de Jung, quando toma a noção de numen,relativo a deus, para qualificar a experiência sagrada como um potencial terapêutico. Porém, Fields, não faz nenhuma reflexão sobre a aplicabilidade da terapêutica religiosa fora de seu contexto cultural, embora conclua que, além do ayurveda, do yoga clássico e do Tantra, a comunidade e a "relacionabilidade" são fundamentais para a terapêutica religiosa, nos remetendo a Durkheim5, quando afirma que: [...] religiões como as do Egito, Índia ou da Antigüidade Clássica: [são] uma trama espessa de cultos múltiplos, variáveis com as localidades, com os templos, com as gerações, as dinastias, as invasões, etc. Nelas, as superstições populares estão mescladas aos dogmas mais refinados. Nem o pensamento, nem a atividade religiosa encontram–se igualmente distribuídos na massa dos fiéis: conforme os homens, os meios, as circunstâncias, tanto as crenças como os ritos são experimentados de formas diferentes. Aqui, são sacerdotes, ali, monges, alhures, leigos; há místicos e racionalistas, teólogos e profetas, etc. Em tais condições, é difícil perceber o que é comum a todos. Como descobrir o fundo comum da vida religiosa sob a luxuriante vegetação que a recobre?
O livro tampouco aborda a disputa de mercado entre as diferentes escolas de yoga e sequer refere–se à legitimação das técnicas, a profissionalização de instrutores e o processo de incorporação da terapêutica religiosa nos sistemas de saúde. No entanto, Fields foi primoroso ao unir e lembremos que yug, a raiz sânscrita da palavra yoga, significa junção, união a medicina ayurvédica, o yoga clássico e o Tantra Yoga, situando–os numa interface entre a religião e a medicina.
Referências
1. Krieger N et al. Bodies Count and Body Counts: social epidemiology and embodying inequality. Epidemiologic Reviews 2004; 26:92
2. Krieger N et al. Theories for social epidemiology in the 21st century: an ecosocial perspective. International Journal of Epidemiology 2001; 30:668.
3. Marques EA. Racionalidades Médicas: medicina ayurvédica – tradicional arte de curar da Índia. (Série Estudos em Saúde Coletiva, nº 75). Rio de Janeiro: IMS/UERJ; 1993.
4. Feuerstein GA. Tradição do yoga, história, literatura, filosofia e prática. São Paulo: Ed. Pensamento; 1998.
5. Durkheim E. As formas elementares da vida religiosa. o sistema totêmico na Austrália. São Paulo: Martins Fontes; 2000.
Grupo de Metodologia Qualitativa e Sociologia das Medicinas Alternativa, Complementar e Integrativa, DMPS/FCM/UNICAMP

Fields GP. Religious Therapeutics, Body and Health in yoga, ayurveda, and tantra [Terapêutica religiosa, o corpo e a saúde em yoga, ayurveda e tantra]. Delhi: Motilal Banarsidass Publishers; 2002, 219 p.
"Respirar es vivir
", o refrão soava como um agradável mantra aos nossos ouvidos, no início dos anos 70, quando praticávamos hatha–yoga e o controle do alento (pranayama) num retiro espiritual, em um ashram,na Venezuela, sob o atento olhar de um mestre yogui. O "sopro inicial" do yoga no Ocidente ocorreu em 1893, com a chegada de Swami Vivekananda aos Estados Unidos, quando ele proclamou os méritos do yoga no parlamento do mundo das religiões, em Chicago, Illinois. A partir daí, começa a existir um fluxo de mão dupla de swamis que chegam da Índia, trazendo suas técnicas e ensinamentos, como o Paramhansa Yogananda, que desembarca em Boston, nos anos 20, e a "primeira dama do yoga" das Américas, Indra Devi, que se instala na Califórnia, em 1947. No sentido inverso, os ocidentais iniciam uma peregrinação ao Oriente em busca dos conhecimentos e ensinamentos espirituais, como foi o caso Paul Brunton e René Guenon nos anos 1930, Ram Das nos anos de 1960 e muitos outros que os seguiram depois.
No final do século XIX e início do século XX, surgem muitas traduções de obras sobre a Índia e o yoga, e proliferam autores como Max Mueller, Deussen e Danielou, que deixaram referências para a transliteração do sânscrito e criaram cadeiras de sânscrito no Ocidente. Em 1933, Mircea Eliade apresenta a primeira tese acadêmica sobre yoga no Ocidente, na Universidade de Bucareste; em 1943, Theos Bernard defende tese sobre o mesmo tema na Universidade de Columbia, Estados Unidos. No Brasil, Caio Miranda, oficial militar, começa a ensinar yoga nos anos 1940, no Rio de Janeiro, e publica o primeiro livro sobre o assunto, Libertação pelo yoga, em 1960. Finalmente, o yoga atinge a "maioridade", sendo reconhecido por várias instituições de diferentes campos do conhecimento, entre elas o Ministério da Saúde Brasileiro que o identifica, em 2003, como uma Prática Complementar de Saúde (PCS).
Entre o material recente sobre yoga, destaca–se o livro Religious Therapeutics, Body and Health in yoga, ayurveda, and tantra, de Gregory Fields, professor de filosofia da Southern Illinois University. O autor aprofunda na discussão não só do yoga, mas também das medicinas alternativas complementares e integrativas, com texto agradável de ler. O livro é composto de uma introdução, que destrincha a relação entre religião e medicina, e quatro capítulos, que vão alinhavando de forma impecável as representações do corpo nas diferentes tradições de cura, os significados da saúde em ayurveda, o yoga clássico como uma terapêutica religiosa e, finalmente, o tantra em relação ao que chama de terapêutica estética.
No primeiro capítulo, as noções de corpo e pessoa são colocadas no centro dos debates, para que se compreenda como a "filosofia ocidental da medicina" e a "visão transcendental" o representam. Embora a pesquisa histórica da medicina seja profunda, abarcando desde a teoria humoral de Hipócrates até a psiconeuroimunologia, o autor negligencia os aspectos dos estressores psicosociais1, deixando de discutir as influências sociais, ou as privações e privilégios2, nas características físico–anatômicas dos corpos, que influenciam o processo de saúde e doença.
No segundo capítulo, o autor realiza um estudo dos determinantes de saúde para a medicina ayurvédica. Discute a perspectiva biológica, ecológica, médica, psicológica, sociocultural, estética, metafísica e religiosa da medicina indiana, para concluir que o seu fim é o de dar suporte ao indivíduo, para que este avance nas práticas sagradas. Embora o livro fundamente muito bem o valor do yoga clássico, do tantra e da medicina ayurvédica (ayur = vida e veda = sabedoria), que remonta ao segundo milênio antes da nossa era e utiliza a teoria dos humores do Tridosha ("Vatta, Pitta e Kapha") como cosmologia para fundamentar a doutrina médica, a fisiologia e a morfologia3, teria sido interessante incluir a perspectiva de usuários da medicina ayurvédica, oferecendo, assim, dados concretos sobre aquilo que chama de práxis da terapêutica religiosa.
No terceiro capítulo, diferente dos dois primeiros em que apresentou as suas referências filosóficas, Fields vai desenvolver uma matriz conceitual do yoga clássico como uma terapêutica religiosa. Para isto, disseca os aforismos dos Yoga–Sutras de Patânjali, demonstrando ser o yoga um 'remédio" de oito passos, os angas, quais sejam: abstinências, regras de vida, posturas, controle do alento, controle das sensações, concentração, meditação e identificação. A prática desses passos levará ao controle dos sintomas e à cura primordial, que seria a eliminação de avidya ou a ignorância sobre a verdadeira natureza do ser.
No entanto, alguns dos mais consagrados textos sobre yoga, tais como o Hathayogapradipika, Gheranda Samhita e Shiva–Samhita, enfatizam a necessidade da figura do guru, ou seja, do "dissipador de trevas", para que o discípulo atinja os estágios mais avançados do yoga, diminuindo os riscos físicos e psíquicos. O yoga clássico constitui–se, portanto, numa tradição iniciática4, passada de lábio a ouvido, de mestre a discípulo, o que o autor tangencia completamente.
No quarto e último capítulo, a relação entre o "Tantra Yoga" e a terapêutica estética é abordada. Fields estuda o tantrismo mostrando que o seu princípio central é o kriya, a atividade espontânea, e que a corporeidade e a sacralidade são compatíveis no Tantra. Além disso, identifica como essas práticas acrescentam ao modelo de terapêutica religiosa a cura do corpo–mente e alma, pela experiência sensorial e arte religiosa, como a música e a dança. Após analisar o papel da sexualidade nas tradições da Kundalini Yoga e Mantra Yoga, que conjugam elementos tântricos, o autor sinaliza o valor terapêutico da música sagrada, explicando que a pronúncia de cânticos e invocações em sânscrito tem o poder de elevar o ser.
De certa forma, pode–se dizer que o autor apropria–se das bases da medicina ayurvédica, do yoga clássico e do Tantra Yoga para criar o que denomina terapêutica religiosa. Pode–se encontrar um paralelo na obra de Jung, quando toma a noção de numen,relativo a deus, para qualificar a experiência sagrada como um potencial terapêutico. Porém, Fields, não faz nenhuma reflexão sobre a aplicabilidade da terapêutica religiosa fora de seu contexto cultural, embora conclua que, além do ayurveda, do yoga clássico e do Tantra, a comunidade e a "relacionabilidade" são fundamentais para a terapêutica religiosa, nos remetendo a Durkheim5, quando afirma que: [...] religiões como as do Egito, Índia ou da Antigüidade Clássica: [são] uma trama espessa de cultos múltiplos, variáveis com as localidades, com os templos, com as gerações, as dinastias, as invasões, etc. Nelas, as superstições populares estão mescladas aos dogmas mais refinados. Nem o pensamento, nem a atividade religiosa encontram–se igualmente distribuídos na massa dos fiéis: conforme os homens, os meios, as circunstâncias, tanto as crenças como os ritos são experimentados de formas diferentes. Aqui, são sacerdotes, ali, monges, alhures, leigos; há místicos e racionalistas, teólogos e profetas, etc. Em tais condições, é difícil perceber o que é comum a todos. Como descobrir o fundo comum da vida religiosa sob a luxuriante vegetação que a recobre?
O livro tampouco aborda a disputa de mercado entre as diferentes escolas de yoga e sequer refere–se à legitimação das técnicas, a profissionalização de instrutores e o processo de incorporação da terapêutica religiosa nos sistemas de saúde. No entanto, Fields foi primoroso ao unir e lembremos que yug, a raiz sânscrita da palavra yoga, significa junção, união a medicina ayurvédica, o yoga clássico e o Tantra Yoga, situando–os numa interface entre a religião e a medicina.
Referências
1. Krieger N et al. Bodies Count and Body Counts: social epidemiology and embodying inequality. Epidemiologic Reviews 2004; 26:92
2. Krieger N et al. Theories for social epidemiology in the 21st century: an ecosocial perspective. International Journal of Epidemiology 2001; 30:668.
3. Marques EA. Racionalidades Médicas: medicina ayurvédica – tradicional arte de curar da Índia. (Série Estudos em Saúde Coletiva, nº 75). Rio de Janeiro: IMS/UERJ; 1993.
4. Feuerstein GA. Tradição do yoga, história, literatura, filosofia e prática. São Paulo: Ed. Pensamento; 1998.
5. Durkheim E. As formas elementares da vida religiosa. o sistema totêmico na Austrália. São Paulo: Martins Fontes; 2000.
segunda-feira, 11 de julho de 2011
NEEM - amargo que deixa a vida mais doce!
Neem
(Azadirachta indica)
A Planta que está “nascendo” no Brasil e é milenar na Ásia.
Neem é o nome de uma árvore da família Meliaceae, única no seu género botânico. O seu nome científico faz referência à sua origem, a Índia. Ela é cultivada desde a ponta do Kerala até o Himalaia, em regiões tropicais e subtropicais. Agora está sendo plantada em pelo menos 30 países, principalmente naqueles ao longo da costa sul do deserto do Saara, onde se tornou um importante fornecedor de combustível e madeira.
Também conhecida como Nim ou Amargosa, é uma árvore "multiuso" originária de regiões tropical e subtropical. Nativa do sul da Ásia, devido a isso ela vem sendo cultivada facilmente no Brasil.
É nativa da Índia, mas se dá muito bem em locais até 1000m de altitude. O Neem faz parte da medicina tradicional indiana há vários séculos e permanece no centro da sociedade deste país.
Possui um conjunto de utilidades. As suas folhas, frutos, sementes, casca e madeira têm diversas aplicações, tanto como fonte de materiais usados pela medicina, veterinária, cosmética, como na produção de adubos e no controlo de pragas. Vamos ver a seguir alguns usos do nem e detalhar suas utilidades.
Várias partes da árvore tem sido usadas na Índia, há vários milênios, o que a torna -uma árvore polivalente.
Partes da plantas usadas:
Casca - A casca do Neem é fria, amarga, adstringente, picante e refrigerante, contendo l4% de tanino. Ela é eficaz no tratamento de doenças de pele como eczema, furunculose, dermatite arsênico, queimaduras ulceradas, herpes labial, escabiosa e seborréia. Tem efeito também sobre doenças de pele de origem desconhecida como verrugas e caspa.
Produz uma fibra grossa e forte, que entrelaçadas, transformam-se em cordas nas vilas da Índia. É matéria prima para fabricação de pasta dental.
Folhas - De acordo com Ayuverda as folhas de Neem auxiliam no tratamento de inflamações, espinhas, fígado, é excelente e eficaz nas desarmonias Pitta. Também eliminam toxinas, purificam o sangue e neutralizam os radicais livres no organismo. É benéfica para os olhos e alivia picadas de insetos venenosos.
Galhos - Quase sempre permanecem cheios de folhas, exceto durante forte seca, quando as folhas podem cair. Após a queda vem a florada e nascem novas folhas.
Flores - As flores da árvore NEEM, são geralmente de cor branca, pequenas. Nascem em cachos e seu aroma se assemelha ao do mel, razão pela qual atraem abelhas, sendo interessante para apicultura. Seu sabor é amargo.
São usadas nos casos de Pitta (equilíbrio do calor corporal pelo sabor amargo) e kapha (formação da tosse). São adstringentes, anti-helmínticas e não tóxicas.
Frutas - Ao natural são amargas, purgativas, anti-hemorróidas e anti-helmíntica e trabalha o sistema circulatório de uma forma geral.
Sementes e frutos - Com aproximadamente 2 cm de cumprimento, seu polpa é macia, de forma ovalada, que depois de madura apresenta uma polpa amarela adocicada.
Esta polpa suave envolve o grão que depois de seca ou despolpada são amargos e acres, de cor marrom, com l,5 cm de cumprimento. A polpa da fruta do Neem é uma base promissora para a geração do gás metano e também pode servir como uma rica fonte de carboidratos para outras fermentações industriais. A semente é composta de uma concha e um miolo, às vezes 2 ou 3 miolos, cada um pesando a metade do peso da semente. O miolo é mais usado como pesticida. Antes da era dos inseticidas sintéticos, o miolo extraído do Neem, era usado para proteger as plantações contra ataques de insetos.
A árvore Neem começa a produzir frutos somente após o terceiro ano de vida e torna-se complemente produtiva aos l0 anos. Daí em diante pode produzir até 50 kg de frutos pôr ano.
Óleo - O óleo resultante do esmagamento das sementes é preventivo de doenças de pele, poderoso. Tem vasto espectro de ação e é altamente medicinal ao Natural.
Propriedades Fungicidas:
O Neem provou ser eficaz contra certos fungos que se alojam no corpo humano. Lembrando que os fungos são problemas crescentes e difíceis de serem controlados.
São exemplos de alguns fungos combatidos pelo Neem:
Trichophyto: um “athlete’s foot” (pé de atleta) que infecta tanto a pele qto as unhas.
Epidermophyton: uma micose que infecta o cabelo, a pele e as unhas.
Trichosporon: um fungo do canal intestinal.
Microsporum: um fungo espumante que causa infecção nos brônquios, pulmões e membranas da mucosa.
Cândida: um fungo que é parte da mucosa normal da flora, mas que pode ficar fora de controle e provocar lesões na boca, na vagina, na pele, nas mãos e nos pulmões.
Propriedade anti-bacteriana.
O óleo de Neem tem eliminado várias espécies de bactérias patogênicas, incluindo:
Staphylococcus aureus, que é uma fonte de comum de intoxicação alimentar e causadora de desarranjos.
Salmonella typhosa, esta bacteria muito temida que vive na comida e na água causa o tifo, envenenamento alimentar, e uma variedade de infecções que incluem envenenamento sanguíneo e inflamação intestinal.
Propriedades anti-viróticas:
A atividade anti-virótica do Neem tem alta eficácia, paricularmente contra doenças caracterizadas por erupções.
Varíola, catapora e verruga tem sido tradicionalmente tratados com pasta de Neem, esfregando-se a mesma na área afetada.
O Neem é um preventivo muito eficiente contra o vírus, mas não é a cura.
Propriedades inseticidas dematológicas:
O Neem é um remédio comum e popular contra piolho e verme. No Haiti, por exemplo, as folhas do Neem são esmagadas e esfregadas nos ferimentos infectados por vermes, e na Índia e Bangladesh, moradores de vilas aplicam o Neem no cabelo para matar piolhos, fato observado com grande sucesso.
O Neem no tratamento dentário:
No Ayurveda (Índia) as pessoas usam pequenos galhos de Neem como “escovas de dente” todos os dias. Dentistas aprovam esta prática primitiva por acharem que realmente previne doenças periodônticas.
Não está claro se o benefício é devido à massagens regulares da gengiva, se por previnir a formação de placas, se pelas propriedades anti-sépticas do Neem, ou se pelas três hipóteses juntas. Companhias alemãs usam o Neem como um ingrediente ativo em pastas dental. O Neem se mostra muito eficaz na prevenção e cura de inflamações na gengiva e nas doenças periodônticas
O Neem como preventivo da doença de chagas:
O parasita Trypanosoma Crusi causa esta grave doença. Ele vive e se reproduz dentro das células nervosas e das células musculares, particularmente nas do coração, sugando toda a energia de suas vítimas.
Os extratos do Neem atuam sobre o mosquito que transmite a temida doença de Chagas.
Os extratos não matam os insetos, ao invés, eles os imunizam contra parasitas que vivem dentro dos insetos por um ciclo de suas vidas. Uma pesquisa foi realizada e mostrou que alimentando-se os mosquitos transmissores com o Neem, não só os libertam do parasita, como também o Azadirachta impede o jovem inseto de mudar de pele e os adultos de se reproduzirem.
O Neem como preventivo de malária:
Profissionais indianos do sistema de medicina de Ayurveda, tem preparado doses orais do Neem e administrado em pacientes portadores de malária a séculos. A atividade anti-malárica do Neem está relatada nos livros de Ayurveda. Chás das folhas do Neem, são usados para tratar malária. Certos extratos das folhas e das sementes do Neem, já provaram sua eficiência contra o parasita da malária. O Nee reage muito bem como quinimo nas culturas de células afetadas pela malária.
O Neem como analgésico e anti-térmico:
O Neem é também muito eficaz como analgésico, antitérmico e anti-inflamatório, é um produto de baixo custo. O Neem é usado para estes propósitos onde quer que seja cultivado. Pode ser usado em forma de chá, mas cuidado na dosagem ela é uma erva extremamente amarga.
Alerta
Sempre, antes de aplicar ou ingerir qualquer erva, mesmo que seja natural, teste-a, porém existem casos pontuais de reações alérgicas, pois alérgicos sempre existirão para qualquer coisa, que não seja água pura.
Sempre, antes de aplicar ou ingerir qualquer erva, mesmo que seja natural, teste-a, porém existem casos pontuais de reações alérgicas, pois alérgicos sempre existirão para qualquer coisa, que não seja água pura.
Nenhuma recomendação substitui tratamentos traçados por médicos.
Para os DOSHAS
Aumenta Vata
Diminui Pitta e Kapha.
Consulte sempre um profissional pata recomendação da quantidade certa para ingestão.
domingo, 10 de julho de 2011
Depressão
O assunto votado desta semana foi depressão.
Hoje escutamos com frequência as enumeras reclamações do sintoma de mal estar que ela gera, e por isso, não é um assunto muito curto e rápido.
Como abordamos a depressão no ayurveda?
Ela, aqui, não é tratada de uma forma genérica e muito menos o seu tratamento tem uma única linha de pensamento e uma fórmula a seguir. Se for tratado de uma forma única, perde todo o significado da individualidade que esta ciência propõe.
A depressão se divide em duas: a que atua na bioquímica do corpo e a mental, lembrando que a área que envolve nossa bioquímica, neste caso, é o sistema endócrino. Quando esse desequilibra podemos ter a certeza que o dosha vata esta desarmonizado.
Neste estágio já poderia ter a conotação de ‘doença’, uma vez que atuou no corpo físico. Então acontece o que sabemos, os outros sistemas são afetados e os sintomas vão piorando, aqui as ervas, óleos, alimentação, atuam muito bem como correção do desequilíbrio.
Eu firmemente digo que não considero esse tipo de depressão como doença ou enfermidade, mas como falta de conhecimento que temos do nosso próprio corpo e dos sinais que ele vem dando ao decorrer do tempo. Na verdade os sintomas vêm aparecendo timidamente durante algum tempo, por isso, dar atenção ao que ocorre de diferente nos nossos corpos, pode facilitar o diagnóstico e o tratamento.
Já a depressão mental, pode se tornar uma ‘doença’ mais agressiva e levar mais tempo para se tratar, mas não é impossível. Se não for diagnosticada corretamente, leva-se um tempo maior para diminuir os efeitos negativos das emoções.
Neste caso é necessária uma investigação do comportamento mental, sem este conhecimento, o termo genérico “depressão”, não pode ser compreendido, eliminado ou tratado de uma forma correta.
Pra quem não sabe, o ayurveda tem um ramo especializado em percepção da mente, pode ser estudado como a visão do comportamento da mente ayurveda ou psicologia ayurveda, mas o conceito aqui de psicologia é completamente diferente dos padrões ocidentais. Essa percepção e estudo da mente são previstos em textos sagrados da sabedoria milenar, são eles Upanishads e Vedas.
Nestes escritos, os sábios eram capazes de dissociar o estado mental do físico, é uma perspectiva que funciona bem até hoje.
Nos padrões modernos de tratamento o que torna os diagnósticos mais falhos, e a forma com que as pessoas não consideram a mente e se tornam vitimas de seus próprios pensamentos, emoções e sentimentos transitórios.
De acordo com ayurveda, a mente compreende o pensar (movimento do pensamento), raciocínio, emoções, sentimentos, memória.
Nesta psicologia cada um desses aspectos, recebe um nome, mas todos funcionam em conjunto e por isso chama-se MENTE.
O Interessante é ser um observador das emoções, dos sentimentos e ver que estes são considerados intrínsecos à função mental, a ponto de não serem separados aos processos mentais.
Por que isso ocorre? Qual parte, nossa, que percebe as emoções, a memória e o raciocino? Quem tem depressão afirma, ‘estou deprimida’, ‘estou depressiva’ e o que torna ele consciente deste estado? E quando diz ‘estou mal’ e ‘estou bem’ e este estado é transitório? Qual é esta percepção?
Como você pode entender estes fluxos descontínuos?
Resposta: Da mesma maneira que compreende o pensamento, a dor, a fome, ou a necessidade de um filho ou de alguém que precise de você.
Algum processo que ocorre que não é apenas consciente, mas também percebe aquilo que esta acontecendo, e isso, chamamos de funcionamento mental. Portanto há como observar sim, os sintomas que nos invadem negativamente sem pedir licença. E é nesse campo que atuamos.
Damos a possibilidade de a pessoa questionar o que ocorre na mente, desta forma vamos ajudando a perceber vagarosamente os pensamentos, as emoções e assim ver onde eles se cruzam, se são lineares ou descontínuos. Este acaba sendo um bom caminho para buscamos o campo onde há mais frequência continua e então trabalhar com este potencial. Aqui esta o começo do sucesso do tratamento.
LEMBRE: A depressão ocorre quando um pensamento (ou emoção) é escolhido involuntariamente pela mente da pessoa deixando-a presa no campo mental, sem-que tenha consciência de como se libertar.
O resultado desta prisão vai deixando a pessoa irritada, tensa, deprimida, nervosa, com esgotamento, tristeza e angustia. Estes sintomas impedem o fluxo natural e harmônico da mente. E quando a situação esta instalada e não há percepção, a pessoa se torna escrava dos pensamentos e sensações negativas que passa em sua ‘cabeça’ ou as reações negativas que já instalaram no seu corpo físico, como sensação de palpitação e medo. Nesta fase não há discernimento da sensação de bem-estar ou mal-estar e tudo fica igual, posso citar um exemplo, dias ensolarados parecerão chuvosos e a recíproca é verdadeira. Tudo passa ter o mesmo cheiro e sabor a vida perde a cor e o brilho.
O tratamento direcionado corretamente permite a mudança de vida e faz com que a pessoa assuma o controle da mente e de suas emoções.
Um dedinho de prosa ...
Não podemos esquecer que toda desarmonia inicia com ação externa, o ser humano nasce harmonizado, a não ser que o corpo físico, mental, intelectual e espiritual de seus pais esteja em desarmonia. Portanto é fundamental acharmos a essência da pessoa e aflorar o melhor que ela pode oferecer.
Dar ouvidos para o paciente quando ele fala sobre as relações que tem com a família, amigos e sociedade. Pode ser um fator bem importante nesta investigação.
Ver a relação de afinidade que o paciente tem com a família e a sociedade, e quanto deixa que eles influenciem em seu estado natural. Ver se a identificação com o negativo é grande.
O fator genético é importantíssimo, são heranças trazidas de antepassados e de suas encarnações (ayurveda acredita em ciclos de nascimento e morte).
Então vamos analisar:
Samskaras: afinidades condicionadas ou adquiridas nesta vida
Vasanas Impressões inerentes (o íntimo e o necessário) ao ser humano.
A partir destas observações, atuar com a psicologia ayurveda para realinhar as afinidades e as impressões.
Procurar desviar a atenção e o foco da mente com Yoga e Meditação, pois estas técnicas dão autocontrole à mente.
Na técnica corporal utilizamos o Shirodhara (Fluxo continuo de óleo medicado na cabeça) ele trabalha o hipotálamo, hipófise, sistema nervoso central e principalmente o corpo mental.
Atividades que recomendamos para o dia a dia: substituir pensamentos negativos por músicas, melodias harmonizadas e principalmente mantras.
Rejeitar pensamentos tristes, faça assim, entregue esses pensamentos para o universo, use ele como seu aliado e peça para transmutar em energia boa.
Entregue os problemas das pessoas para elas não fique com o que não é seu.
Recuse sua afinidade com ações negativas.
Alimentação e excreções são importantíssimas, estas são as duas principais fontes de saúde. A dieta tem que ser acompanhada por um profissional de confiança no ayurveda.
Utilizar ervas em forma de chá, pode ajudar a acalmar e esquentar o coração. Prefira: valeriana, angélica, acariçoba, gengibre, funcho, camomila, cidreira e melissa.
Pode utilizar duas a três ervas de uma vez.
Adoce a vida, utilize no chá mel ou açúcar demerara, mas se não quiser, coloque alcaçuz com outras ervas, ela adoça além de ter um fator positivo para a depressão.
Respire...
Respire.....
Inspire, expire
Lembre-se que entre a primeira inspiração e a última expiração acontece a vida, portanto aproveite-a!
Ah, pra quem quer uma dica espiritual, entre-em comunhão com Deus / Divino independente das religiões. A meditação pode te levar a este estado de comunhão.
Caso não acredite em Deus, entre-em contato com as batidas de seu coração.
Desejo muita alegria e paz!
Hoje escutamos com frequência as enumeras reclamações do sintoma de mal estar que ela gera, e por isso, não é um assunto muito curto e rápido.
Como abordamos a depressão no ayurveda?
Ela, aqui, não é tratada de uma forma genérica e muito menos o seu tratamento tem uma única linha de pensamento e uma fórmula a seguir. Se for tratado de uma forma única, perde todo o significado da individualidade que esta ciência propõe.
A depressão se divide em duas: a que atua na bioquímica do corpo e a mental, lembrando que a área que envolve nossa bioquímica, neste caso, é o sistema endócrino. Quando esse desequilibra podemos ter a certeza que o dosha vata esta desarmonizado.
Neste estágio já poderia ter a conotação de ‘doença’, uma vez que atuou no corpo físico. Então acontece o que sabemos, os outros sistemas são afetados e os sintomas vão piorando, aqui as ervas, óleos, alimentação, atuam muito bem como correção do desequilíbrio.
Eu firmemente digo que não considero esse tipo de depressão como doença ou enfermidade, mas como falta de conhecimento que temos do nosso próprio corpo e dos sinais que ele vem dando ao decorrer do tempo. Na verdade os sintomas vêm aparecendo timidamente durante algum tempo, por isso, dar atenção ao que ocorre de diferente nos nossos corpos, pode facilitar o diagnóstico e o tratamento.
Já a depressão mental, pode se tornar uma ‘doença’ mais agressiva e levar mais tempo para se tratar, mas não é impossível. Se não for diagnosticada corretamente, leva-se um tempo maior para diminuir os efeitos negativos das emoções.
Neste caso é necessária uma investigação do comportamento mental, sem este conhecimento, o termo genérico “depressão”, não pode ser compreendido, eliminado ou tratado de uma forma correta.
Pra quem não sabe, o ayurveda tem um ramo especializado em percepção da mente, pode ser estudado como a visão do comportamento da mente ayurveda ou psicologia ayurveda, mas o conceito aqui de psicologia é completamente diferente dos padrões ocidentais. Essa percepção e estudo da mente são previstos em textos sagrados da sabedoria milenar, são eles Upanishads e Vedas.
Nestes escritos, os sábios eram capazes de dissociar o estado mental do físico, é uma perspectiva que funciona bem até hoje.
Nos padrões modernos de tratamento o que torna os diagnósticos mais falhos, e a forma com que as pessoas não consideram a mente e se tornam vitimas de seus próprios pensamentos, emoções e sentimentos transitórios.
De acordo com ayurveda, a mente compreende o pensar (movimento do pensamento), raciocínio, emoções, sentimentos, memória.
Nesta psicologia cada um desses aspectos, recebe um nome, mas todos funcionam em conjunto e por isso chama-se MENTE.
O Interessante é ser um observador das emoções, dos sentimentos e ver que estes são considerados intrínsecos à função mental, a ponto de não serem separados aos processos mentais.
Por que isso ocorre? Qual parte, nossa, que percebe as emoções, a memória e o raciocino? Quem tem depressão afirma, ‘estou deprimida’, ‘estou depressiva’ e o que torna ele consciente deste estado? E quando diz ‘estou mal’ e ‘estou bem’ e este estado é transitório? Qual é esta percepção?
Como você pode entender estes fluxos descontínuos?
Resposta: Da mesma maneira que compreende o pensamento, a dor, a fome, ou a necessidade de um filho ou de alguém que precise de você.
Algum processo que ocorre que não é apenas consciente, mas também percebe aquilo que esta acontecendo, e isso, chamamos de funcionamento mental. Portanto há como observar sim, os sintomas que nos invadem negativamente sem pedir licença. E é nesse campo que atuamos.
Damos a possibilidade de a pessoa questionar o que ocorre na mente, desta forma vamos ajudando a perceber vagarosamente os pensamentos, as emoções e assim ver onde eles se cruzam, se são lineares ou descontínuos. Este acaba sendo um bom caminho para buscamos o campo onde há mais frequência continua e então trabalhar com este potencial. Aqui esta o começo do sucesso do tratamento.
LEMBRE: A depressão ocorre quando um pensamento (ou emoção) é escolhido involuntariamente pela mente da pessoa deixando-a presa no campo mental, sem-que tenha consciência de como se libertar.
O resultado desta prisão vai deixando a pessoa irritada, tensa, deprimida, nervosa, com esgotamento, tristeza e angustia. Estes sintomas impedem o fluxo natural e harmônico da mente. E quando a situação esta instalada e não há percepção, a pessoa se torna escrava dos pensamentos e sensações negativas que passa em sua ‘cabeça’ ou as reações negativas que já instalaram no seu corpo físico, como sensação de palpitação e medo. Nesta fase não há discernimento da sensação de bem-estar ou mal-estar e tudo fica igual, posso citar um exemplo, dias ensolarados parecerão chuvosos e a recíproca é verdadeira. Tudo passa ter o mesmo cheiro e sabor a vida perde a cor e o brilho.
O tratamento direcionado corretamente permite a mudança de vida e faz com que a pessoa assuma o controle da mente e de suas emoções.
Um dedinho de prosa ...
Não podemos esquecer que toda desarmonia inicia com ação externa, o ser humano nasce harmonizado, a não ser que o corpo físico, mental, intelectual e espiritual de seus pais esteja em desarmonia. Portanto é fundamental acharmos a essência da pessoa e aflorar o melhor que ela pode oferecer.
Dar ouvidos para o paciente quando ele fala sobre as relações que tem com a família, amigos e sociedade. Pode ser um fator bem importante nesta investigação.
Ver a relação de afinidade que o paciente tem com a família e a sociedade, e quanto deixa que eles influenciem em seu estado natural. Ver se a identificação com o negativo é grande.
O fator genético é importantíssimo, são heranças trazidas de antepassados e de suas encarnações (ayurveda acredita em ciclos de nascimento e morte).
Então vamos analisar:
Samskaras: afinidades condicionadas ou adquiridas nesta vida
Vasanas Impressões inerentes (o íntimo e o necessário) ao ser humano.
A partir destas observações, atuar com a psicologia ayurveda para realinhar as afinidades e as impressões.
Procurar desviar a atenção e o foco da mente com Yoga e Meditação, pois estas técnicas dão autocontrole à mente.
Na técnica corporal utilizamos o Shirodhara (Fluxo continuo de óleo medicado na cabeça) ele trabalha o hipotálamo, hipófise, sistema nervoso central e principalmente o corpo mental.
Atividades que recomendamos para o dia a dia: substituir pensamentos negativos por músicas, melodias harmonizadas e principalmente mantras.
Rejeitar pensamentos tristes, faça assim, entregue esses pensamentos para o universo, use ele como seu aliado e peça para transmutar em energia boa.
Entregue os problemas das pessoas para elas não fique com o que não é seu.
Recuse sua afinidade com ações negativas.
Alimentação e excreções são importantíssimas, estas são as duas principais fontes de saúde. A dieta tem que ser acompanhada por um profissional de confiança no ayurveda.
Utilizar ervas em forma de chá, pode ajudar a acalmar e esquentar o coração. Prefira: valeriana, angélica, acariçoba, gengibre, funcho, camomila, cidreira e melissa.
Pode utilizar duas a três ervas de uma vez.
Adoce a vida, utilize no chá mel ou açúcar demerara, mas se não quiser, coloque alcaçuz com outras ervas, ela adoça além de ter um fator positivo para a depressão.
Respire...
Respire.....
Inspire, expire
Lembre-se que entre a primeira inspiração e a última expiração acontece a vida, portanto aproveite-a!
Ah, pra quem quer uma dica espiritual, entre-em comunhão com Deus / Divino independente das religiões. A meditação pode te levar a este estado de comunhão.
Caso não acredite em Deus, entre-em contato com as batidas de seu coração.
Desejo muita alegria e paz!
Imagem site dica e nutrição
sábado, 9 de julho de 2011
E contirnuamos com assunto pele.....agora de fora para dentro!
Anteriormente vimos um artigo sobre pele e nele abordei a parte nutricional de forma que o rejuvenescimento é de dentro para fora. Agora anotem receitas para nutrir a pele de fora para dentro... mas lembre se todo o sistema do corpo estiver bem nutrido e bem limpo, conseguimos cuidar da pele de uma forma mais natural sem utilizar métodos invasivos.
Receitas do Ayurveda para rejuvenescimento e estética facialUsamos diversas técnicas para hidratar e harmonizar cada tipo de pele. Seguem algumas dicas para manter a pele mais hidratada, porém não é só usando hidratantes que conseguimos a harmonia. Tudo depende de um processo de limpeza, hidratação, tonificação, rotina diária, massagem com pouco óleo medicado, compressa ou vapor com ervas, esfoliação, máscara nutritiva e alimentação.
Para iniciar um tratamento na pele, é necessário que ela esteja limpa e de preferência realizar uma esfoliação.
A esfoliação pode ser feita com:
50 ml de óleo de rosa mosqueta
5 g de pó fino de calêndula*
5 g de pó fino de rosas*
2 gotas de óleo essencial de lavanda
Essa esfoliação pode ser realizada em todos os tipos de pele.
SE UTILIZARMOS OS DOSHAS (VEJA QUADRO ABAIXO)
As esfoliações devem ser suaves e não abrasivas, mas eficientes para estimular a circulação e limpar os poros, removendo a pele morta e estimulando o nascimento de pele nova, com tônus e brilho.
Friccione a mistura em pequenas áreas da pele, em sentido horário. Lave com água fria.
KAPHA: Pele normal: farinha de aveia, manjericão, pó de sândalo e pétalas de rosas. Misture para formar uma pasta com água mineral, leite frio ou chá de confrei.
VATA: Pele seca: farinha de lentilha vermelha ou de grão-de-bico, com germe de trigo, pó de amêndoas, ágar-ágar, ashwaganda, haritaki, feno-grego, manjericão e pétalas de rosas. Misture tudo com suco de aloe vera, creme de leite ou leite.
PITTA: Pele oleosa: farinha de cevada, amalaki, coentro, manjista, neem, pó de sândalo e lavanda. Misture tudo em suco de aloe vera ou óleo de rosa mosqueta.
PEELING NATURAL
Bater mamão até ficar em ponto de creme e aplicar na pele. O mamão possui uma quantidade de ácido que renova a pele e não agride.
aplicação de máscaras
PARA PELES OLEOSAS E COMBINADAS
(no caso de acneicas, acrescente 2 gotas de tea tree)MÁSCARA: argila verde + 1 gota de hortelã-pimenta + 2 gotas de cipreste.AÇÃO: Máscara adstringente e refrescante que combina a microesfoliação da argila verde com o efeito tensor e adstringente do óleo essencial de cipreste para promover tonicidade e maciez à pele, bem como a ação descongestionante e refrescante do óleo de hortelã-pimenta. Promove uma suave sensação de frescor. Auxilia no controle da oleosidade.
PARA PELES SENSÍVEIS, DESIDRATADAS E MANCHADAS.
MÁSCARA: argila branca + 2 gotas de lavanda + 1 gota de palma rosa
AÇÃO: Máscara hidratante e regeneradora, que combina o poder revitalizante e cicatrizante da argila branca com a ação citofilática do óleo essencial de lavanda e da palma rosa para promover a maciez e o clareamento da pele, restaurando o viço e a luminosidade.
PARA PELES ENVELHECIDAS E CANSADAS
MÁSCARA: argila preta + 2 gotas de copaíba + 1 gota de gengibreAÇÃO: Máscara regeneradora e nutritiva para peles cansadas e desvitalizadas que combina, de forma sinérgica, o efeito estimulante do gengibre com a ação regenerativa e hidratante da copaíba, potencializado pela renovação celular promovida pela ação esfoliante da argila.
PARA TODO TIPO DE PELE INFLAMADA
MÁSCARA: argila cinza + 1 gota de gerânio + 2 gotas de tea tree + 1 gota de lavanda
AÇÃO: Máscara cicatrizante e anti-inflamatória, produzida pela argila com a ação dos óleos essenciais de gerânio e lavanda, que ajudam a equilibrar as peles com acne de origem hormonal, por tensão ou estresse.
PARA PELES MISTAS E DESVITALIZADAS
MÁSCARA: argila marrom + 1 gota de laranja + 1 gota de mirra + 1 gota de lavanda
AÇÃO: Máscara esfoliante e nutritiva, que combina a microesfoliação produzida pela argila e potencializada pelos óleos essenciais de mirra e laranja. Ajuda no tratamento de rugas finas, peles manchadas e desvitalizadas.
PARA PELES OLEOSAS
MÁSCARA: argila amarela + 1 gota de cipreste + 1 gota de copaíba + 1 gota de lavanda
AÇÃO: Máscara revitalizante e adstringente que combina a microesfoliação produzida pela argila e potencializada pelos óleos essenciais de cipreste e copaíba. Ajuda no tratamento de peles desvitalizadas e com rugas finas, com poros dilatados.
Após a aplicação da máscara, faça uma massagem vigorosa com óleo de rosa mosqueta ou de abacate.
sexta-feira, 8 de julho de 2011
Pele, Linfa e Nutrientes
O limite do mundo interior e o mundo exterior é a pele que nos recobre, portanto a atenção para manter este tecido nutrido e saudável.
A pele comporta-se como uma eficiente barreira, impedindo o ressecamento do organismo e protegendo-o das agressões externas, tanto mecânicas quanto físicas, químicas e microbianas, a cada dia estamos mais expostos às agressões climáticas, pó e poluição, especialmente nas grandes metrópoles. Um estilo de vida agitado e tenso, má alimentação e sono insuficiente também são fatores agravantes de problemas e envelhecimento da pele, gerados por toxinas.
Para que possamos manter a pele saudável, no ayurveda é imprescindível a alimentação e a boa síntese de nutrientes (minerais e vitaminas).
Todo o processo começa com a qualidade dos alimentos a ser ingeridos e a quantidade de excreções a ser expelida (urina, fezes e suor), chamado de três malas (em sânscrito). Um fator importante dentro deste contexto é o sistema linfático o qual não é um sistema independente no sentido de que ele não tem capilares para transportar seus fluidos independentemente, atuando como um sistema suplementar ao sistema vascular sanguíneo; caminha lado a lado com o sistema circulatório e por osmose, mistura-se ao sangue e é fornecido para o corpo todo. Contém a maioria dos mesmos elementos do plasma sanguíneo: proteínas, aminoácidos, glicose, gorduras, hormônios, enzimas, sais e linfócitos.
Em quantidade, a linfa contém aproximadamente metade da proteína que pode ser encontrada no plasma sanguíneo com cada região e órgão do corpo devolvendo sua própria composição de linfa individual. Por exemplo,** vitaminas liposolúveis A, D, E e K são absorvidas por vasos linfáticos intestinais chamados quilíferos, que removem a gordura dos intestinos durante a digestão. A linfa do rim é rica em histaminase, a do fígado é rica em proteínas, enzimas, etc. Este sistema retorna as seroproteínas, que escapam normalmente dentro do espaço linfático, de volta para a corrente sanguínea; isto é uma grande quantidade de proteínas todos os dias. O corpo literalmente alimenta-se a si mesmo com sua própria comida pré-processada ou linfa. Parece razoável que uma grande diminuição deste rico fluído altere o metabolismo corporal.
Para manter a pele com boa aparência, verifique a recomendação abaixo, lembrando que não pode faltar na alimentação do seu dia a dia:
selênio – é um antioxidante que atua em sinergismo com a vitamina E no combate aos radicais livres, tem com fontes principais: aipo, alho, cebola, atum, brócolis, pepino, repolho, fígado, frango, frutos do mar, gema de ovo, leite, cereais integrais (arroz, trigo, aveia, cevada), e especialmente a castanha-do-pará . As frutas normalmente são pobres em selênio, porém podem ser fonte desse nutriente, se o solo for adubado ou previamente rico em selênio.
potássio – auxilia na manutenção do equilíbrio de líquidos dentro e fora das células do organismo. As frutas fontes desse mineral são abacate, banana, frutas cítricas e secas, grãos integrais e em quase todos os vegetais.
ferro – é um elemento que compõe a hemoglobina, proteína responsável pelo transporte de oxigênio e gás carbônico no sangue. Suas principais fontes são carnes, vísceras, gema de ovo, leguminosas (feijão, lentilha, soja, grão-de-bico) e vegetais verde escuro.
zinco – é útil na ação metabólica de enzimas, exerce função fundamental para crescimento celular, cicatrização, paladar e apetite. As principais fontes de zinco são carne bovina, peixes, frango, grãos integrais, castanhas, cereais, legumes e batatas.
iodo – faz parte da estrutura química dos hormônios tireoidianos, que aceleram as reações celulares em praticamente todos os órgãos e tecidos. Suas principais fontes são todos os peixes marinhos (todos) e frutos do mar, além do sal que é iodado.
vitamina E – Importante antioxidante, suas fontes principais são germem de trigo, nozes, castanhas, óleos vegetais, principalmente óleo de girassol, milho e soja.
vitamina B12 – é essencial para o funcionamento correto de todas as células do organismo, especialmente aquelas do trato gastrintestinal, tecido nervoso e medula óssea. Está envolvida no metabolismo das gorduras, carboidratos e proteínas. Fontes: todos os produtos de origem animal: carne, leite e derivados, ovos, peixe.
ácido-graxo Ômega-3 – Melhora a circulação. Fontes: peixes marinhos gordurosos (arenque, salmão), óleo de linhaça.
magnésio – melhora a digestão, em especial das gorduras. Fontes: brócolis, alcachofra, feijão.
hortaliças e frutas com efeito diurético - as folhas e algumas frutas, como melão, melancia, abacaxi, maracujá e acerola, provocam o efeito diurético, de maneira natural, ou seja podem controlar as quantidades de água do nosso corpo e por isso evitam a retenção localizada que agravam a aparência da celulite.
substâncias apimentadas – condimentos como gengibre, chili, pimenta-do-reino, páprica – estimulam o metabolismo.
Dentre várias substâncias com capacidades antioxidantes destacam-se:
b -caroteno: vegetais folhosos verde escuros e laranja escuro, batata doce, cenoura, couve, espinafre e abóbora, entreoutros de menor importância.
Glutationa: abacate, aspargo e melancia, morango, batata branca, brócolis, tomate cru entreoutros de menor importância.
Indóis: brócolis, couve de bruxelas, repolho, couve-flor, agrião, couve, rabanete e nabo.
Licopeno: tomate, melancia, damasco.
Quercitina: cebola, uva vermelha, brócolis e abóbora amarela italiana.
Coenzima Q10: sardinha, amendoim, nozes, semente de gergelim.
Vitamina C: pimentão verde e vermelho, brócolis, couve de bruxelas, couve-flor, morango, espinafre e frutas cítricas.
Vitamina E: óleos vegetais, amêndoas, soja, sementes de girassol.
Cuidados básicos que garantem a saúde e a beleza da pele.
Faça sessões de drenagem linfática, abyanga - mantém o corpo livre de toxinas e nutri, alem de vários outros valores positivos.
Faça uma alimentação adequado para seu biótipo.
Prefira água morna ou fria para impedir o ressecamento da pele.
Quando enxugar com a toalha, fizer uma esfoliação ou limpeza, seja sempre suave, para não agredir a pele.
Evite limpezas profundas, pois podem deixar marcas ou manchas no rosto.
Aplique os produtos preferencialmente após o banho, pois o vapor da água abre os poros e facilita a absorção.
Nunca se deita sem tirar a maquiagem. Uma limpeza de pele, mesmo que rápida e superficial é essencial para deixar a pele respirar e rejuvenescer durante o sono.
Evite temperos muito fortes.
Um sono tranquilo é indispensável para reavivar a pele, descontrair os músculos, deixar a pele fresca e suprimir a tensão nervosa.
Nunca lave o rosto com sabonetes alcalinos, pois estes removem a acidez que protege a pele.
Antes de aplicar qualquer produto na pele, procure sempre fazer uma leve massagem com movimentos circulares.
Coloque mais plantas e fontes de água ionizada no ambiente de trabalho e em sua casa, caso estes sejam muito secos.
Evite banhos muito quentes, sabonetes com detergentes, aquecedores no ambiente, vida sedentária e roupas sintéticas. Todos esses itens afetam negativamente a saúde de sua pele.
Como em todos os tecidos, a pele deve ser limpa, bem nutrida, hidratada e protegida contra-as agressões climáticas e do estilo de vida. Estes são os fatores chave dos cuidados Ayurvédicos para a pele.
A pele comporta-se como uma eficiente barreira, impedindo o ressecamento do organismo e protegendo-o das agressões externas, tanto mecânicas quanto físicas, químicas e microbianas, a cada dia estamos mais expostos às agressões climáticas, pó e poluição, especialmente nas grandes metrópoles. Um estilo de vida agitado e tenso, má alimentação e sono insuficiente também são fatores agravantes de problemas e envelhecimento da pele, gerados por toxinas.
Para que possamos manter a pele saudável, no ayurveda é imprescindível a alimentação e a boa síntese de nutrientes (minerais e vitaminas).
Todo o processo começa com a qualidade dos alimentos a ser ingeridos e a quantidade de excreções a ser expelida (urina, fezes e suor), chamado de três malas (em sânscrito). Um fator importante dentro deste contexto é o sistema linfático o qual não é um sistema independente no sentido de que ele não tem capilares para transportar seus fluidos independentemente, atuando como um sistema suplementar ao sistema vascular sanguíneo; caminha lado a lado com o sistema circulatório e por osmose, mistura-se ao sangue e é fornecido para o corpo todo. Contém a maioria dos mesmos elementos do plasma sanguíneo: proteínas, aminoácidos, glicose, gorduras, hormônios, enzimas, sais e linfócitos.
Em quantidade, a linfa contém aproximadamente metade da proteína que pode ser encontrada no plasma sanguíneo com cada região e órgão do corpo devolvendo sua própria composição de linfa individual. Por exemplo,** vitaminas liposolúveis A, D, E e K são absorvidas por vasos linfáticos intestinais chamados quilíferos, que removem a gordura dos intestinos durante a digestão. A linfa do rim é rica em histaminase, a do fígado é rica em proteínas, enzimas, etc. Este sistema retorna as seroproteínas, que escapam normalmente dentro do espaço linfático, de volta para a corrente sanguínea; isto é uma grande quantidade de proteínas todos os dias. O corpo literalmente alimenta-se a si mesmo com sua própria comida pré-processada ou linfa. Parece razoável que uma grande diminuição deste rico fluído altere o metabolismo corporal.
Para manter a pele com boa aparência, verifique a recomendação abaixo, lembrando que não pode faltar na alimentação do seu dia a dia:
selênio – é um antioxidante que atua em sinergismo com a vitamina E no combate aos radicais livres, tem com fontes principais: aipo, alho, cebola, atum, brócolis, pepino, repolho, fígado, frango, frutos do mar, gema de ovo, leite, cereais integrais (arroz, trigo, aveia, cevada), e especialmente a castanha-do-pará . As frutas normalmente são pobres em selênio, porém podem ser fonte desse nutriente, se o solo for adubado ou previamente rico em selênio.
potássio – auxilia na manutenção do equilíbrio de líquidos dentro e fora das células do organismo. As frutas fontes desse mineral são abacate, banana, frutas cítricas e secas, grãos integrais e em quase todos os vegetais.
ferro – é um elemento que compõe a hemoglobina, proteína responsável pelo transporte de oxigênio e gás carbônico no sangue. Suas principais fontes são carnes, vísceras, gema de ovo, leguminosas (feijão, lentilha, soja, grão-de-bico) e vegetais verde escuro.
zinco – é útil na ação metabólica de enzimas, exerce função fundamental para crescimento celular, cicatrização, paladar e apetite. As principais fontes de zinco são carne bovina, peixes, frango, grãos integrais, castanhas, cereais, legumes e batatas.
iodo – faz parte da estrutura química dos hormônios tireoidianos, que aceleram as reações celulares em praticamente todos os órgãos e tecidos. Suas principais fontes são todos os peixes marinhos (todos) e frutos do mar, além do sal que é iodado.
vitamina E – Importante antioxidante, suas fontes principais são germem de trigo, nozes, castanhas, óleos vegetais, principalmente óleo de girassol, milho e soja.
vitamina B12 – é essencial para o funcionamento correto de todas as células do organismo, especialmente aquelas do trato gastrintestinal, tecido nervoso e medula óssea. Está envolvida no metabolismo das gorduras, carboidratos e proteínas. Fontes: todos os produtos de origem animal: carne, leite e derivados, ovos, peixe.
ácido-graxo Ômega-3 – Melhora a circulação. Fontes: peixes marinhos gordurosos (arenque, salmão), óleo de linhaça.
magnésio – melhora a digestão, em especial das gorduras. Fontes: brócolis, alcachofra, feijão.
hortaliças e frutas com efeito diurético - as folhas e algumas frutas, como melão, melancia, abacaxi, maracujá e acerola, provocam o efeito diurético, de maneira natural, ou seja podem controlar as quantidades de água do nosso corpo e por isso evitam a retenção localizada que agravam a aparência da celulite.
substâncias apimentadas – condimentos como gengibre, chili, pimenta-do-reino, páprica – estimulam o metabolismo.
Dentre várias substâncias com capacidades antioxidantes destacam-se:
b -caroteno: vegetais folhosos verde escuros e laranja escuro, batata doce, cenoura, couve, espinafre e abóbora, entreoutros de menor importância.
Glutationa: abacate, aspargo e melancia, morango, batata branca, brócolis, tomate cru entreoutros de menor importância.
Indóis: brócolis, couve de bruxelas, repolho, couve-flor, agrião, couve, rabanete e nabo.
Licopeno: tomate, melancia, damasco.
Quercitina: cebola, uva vermelha, brócolis e abóbora amarela italiana.
Coenzima Q10: sardinha, amendoim, nozes, semente de gergelim.
Vitamina C: pimentão verde e vermelho, brócolis, couve de bruxelas, couve-flor, morango, espinafre e frutas cítricas.
Vitamina E: óleos vegetais, amêndoas, soja, sementes de girassol.
Cuidados básicos que garantem a saúde e a beleza da pele.
Faça sessões de drenagem linfática, abyanga - mantém o corpo livre de toxinas e nutri, alem de vários outros valores positivos.
Faça uma alimentação adequado para seu biótipo.
Prefira água morna ou fria para impedir o ressecamento da pele.
Quando enxugar com a toalha, fizer uma esfoliação ou limpeza, seja sempre suave, para não agredir a pele.
Evite limpezas profundas, pois podem deixar marcas ou manchas no rosto.
Aplique os produtos preferencialmente após o banho, pois o vapor da água abre os poros e facilita a absorção.
Nunca se deita sem tirar a maquiagem. Uma limpeza de pele, mesmo que rápida e superficial é essencial para deixar a pele respirar e rejuvenescer durante o sono.
Evite temperos muito fortes.
Um sono tranquilo é indispensável para reavivar a pele, descontrair os músculos, deixar a pele fresca e suprimir a tensão nervosa.
Nunca lave o rosto com sabonetes alcalinos, pois estes removem a acidez que protege a pele.
Antes de aplicar qualquer produto na pele, procure sempre fazer uma leve massagem com movimentos circulares.
Coloque mais plantas e fontes de água ionizada no ambiente de trabalho e em sua casa, caso estes sejam muito secos.
Evite banhos muito quentes, sabonetes com detergentes, aquecedores no ambiente, vida sedentária e roupas sintéticas. Todos esses itens afetam negativamente a saúde de sua pele.
Como em todos os tecidos, a pele deve ser limpa, bem nutrida, hidratada e protegida contra-as agressões climáticas e do estilo de vida. Estes são os fatores chave dos cuidados Ayurvédicos para a pele.
**Tabela de Vitaminas.
Tabela de vitaminas | ||||
Vitamina | Função | Sua falta provoca | Fontes | |
A | Tem efeitos anticancerígenos; combate as doenças de pele e previne/reverte o envelhecimento da pele, melhora a visão; aumenta a resistência aos agentes infecciosos e acelera a cicatrização de lesões. | Problemas de pele; atraso no crescimento; perda de peso; cegueira noturna. | Retinóis: | |
(retinóis em produtos de origem animal e betacaroteno em produtos de origem vegetal) | fígado, salmão e outros peixes de água fria, gema de | |||
ovoß-caroteno: | ||||
espinafre, abóbora, cenoura mamão, laranja. | ||||
B1 ou tiamina | Auxilia no metabolismo dos carboidratos; favorece a absorção de oxigênio pelo cérebro; equilibra o sistema nervoso e assegura o crescimento normal. | Depressão e modificações de humor, perda de apetite e náusea, cãibras musculares. Em casos extremos, degeneração muscular e beribéri. | Carne de porco, miúdos, cereais integrais, nozes, lentilha e soja. | |
B2 ou riboflavina | Conserva os tecidos, principalmente os do globo ocular; Protege os atletas das lesões oxidativas. | Dermatite seborréica; lesões nas mucosas, principalmente nos lábios e narinas; fotofobia. | Vísceras, espinafre, berinjela, leite e seus derivados. | |
B6 ou piridoxina | Essencial para o metabolismo de proteínas, importante no funcionamento dos sistemas nervoso e imunológico, e a produção de glóbulos vermelhos. | Dermatite; inflamação da pele e das mucosas. | Carnes de boi e de porco, fígado, cereais integrais e levedo de cerveja. | |
B12 ou cobalamina | Colabora na formação dos glóbulos vermelhos e na síntese do ácido nucléico. | Anemia; irritabilidade; distúrbios gástricos; depressão nervosa. | Fígado e rim de boi, ostra, ovo, peixe, aveia. | |
C ou ácido ascórbico | Conserva os vasos sangüíneos e os tecidos; ajuda na absorção do ferro;aumenta a resistência a infecções; favorece a cicatrização e o crescimento normal dos ossos. | Escorbuto; problemas nas gengivas e na pele | Frutas e vegetais frescos: limão,laranja, abacaxi, mamão, goiaba, caju, alface, agrião, tomate, espinafre. | |
D | fixa o cálcio e o fósforo em dentes e ossos e é muito importante para crianças, gestantes e mães que amamentam. | Raquitismo; cáries; descalcificação. | Óleo de fígado de peixes, leite, manteiga, gema de ovo. | |
E (tocoferóis) | É um potente antioxidante. Previne danos na membrana celular e aumenta a absorção de vitamina A além de proteger as hemáceas (células do sangue). Ainda atua na manutenção do tecido epitelial. é essencial à implantação e desenvolvimento da placenta anti-agregante plaquetário. | Pode causar disfunções neurológicas e musculares. Em recém nascidos a falta de vitamina E pode causar anemia hemolítica.Em animais - como os ratos, por exemplo - interfere na produção de células sexuais, causando esterilidade. | Germe de trigo, nozes, carnes, amendoim, óleo, gema de ovo. | |
H ou biotina | Essencial para a obtenção de energia no metabolismo energético. | Depressão; sonolência; dores musculares; anorexia; descamação da pele. | Fígado e rim de boi, gema de ovo, batata, banana, amendoim. | |
K | Auxilia na produção de protrombina, um composto necessário na coagulação sangüínea normal. | Aumento no tempo de coagulação do sangue; hemorragia. | Fígado, verduras e ovo. | |
Ácido fólico | Atua na formação dos glóbulos vermelhos. | Anemia megaloblástica; alteração na medula óssea; distúrbios intestinais; lesões nas mucosas. | Carnes, fígado, leguminosas, vegetais de folhas escuras, banana e melão. | |
B3 ou niacina (ácido nicotínico) | Atua na obtenção de energia e de forma geral no metabolismo das proteínas, lipídeos e carboidratos. | Pelagra, doença que causa problemas digestivos, nervosos e mentais | Levedo, fígado, rim, coração, ovo e cereais integrais. | |
Ácido pantotênico | É essencial no metabolismo energético, sendo que é elemento constituinte da acetil CoA. | fadiga; fraqueza muscular; perturbações nervosas; anorexia, diminuição da pressão sangüínea. | Fígado, rim, carnes, gema de ovo, brócolis, trigo integral e batata. | |
Consulte sempre um profissional para ter um cardápio equilibrado e personalizado!
Saúde rejuvenescida a todos!
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